Moeda recuou 0,55% e atingiu mínima de R$ 4,945 pela manhã, reduzindo o custo de compras em dólar. O Ibovespa caiu 0,52% e permaneceu acima dos 200 mil pontos, afetando avaliação de exportadores e importadores.
O mercado financeiro brasileiro teve um dia de ajuste nesta terça-feira (6): o dólar comercial encerrou a sessão em R$ 4,975, a menor cotação de fechamento desde 12 de maio, e o Ibovespa recuou 0,52%, mas permaneceu acima dos 200 mil pontos. Para leitores, a queda do dólar reduz, na conversão para reais, o custo de aquisições em moeda estrangeira e altera o quadro de avaliação de ativos por investidores e empresas que operam com exportação ou importação.
O dólar à vista registrou baixa de 0,55% no fechamento. Durante a manhã, a moeda chegou a cair mais, alcançando a mínima de R$ 4,945 às 10h11, o que representou uma queda de 1,14% naquele momento. Com o resultado do pregão, o dólar acumula queda de 9,37% em 2026. Nos dois últimos pregões, a baixa soma 4,62%, considerando a queda de 4,12% registrada na segunda-feira.
A reação do real foi atribuída à repercussão do resultado do primeiro turno. Investidores avaliam que uma eventual mudança de governo poderia reduzir o prêmio de risco dos ativos brasileiros e abrir espaço para uma agenda de ajuste fiscal. No ambiente externo, o dólar também perdeu força frente a moedas de países emergentes, como o peso mexicano, o rand sul-africano e o peso chileno.
No fim da tarde, o índice que mede a força da moeda americana contra uma cesta de seis divisas (DXY) caía 0,31%, aos 101,848 pontos.
Principais números
- Dólar à vista: R$ 4,975 (-0,55%)
- Dólar no ano: queda de 9,37%
- Ibovespa: 205.835,29 pontos (-0,52%)
- Ibovespa em outubro: alta de 10,46%
- Ibovespa no ano: alta de 27,75%
- Petróleo Brent: US$ 100,58 (+0,26%)
- Petróleo WTI: US$ 89,44 (+0,01%)
Desempenho do Ibovespa
Depois de disparar 7,85% na segunda-feira e alcançar recordes históricos, o Ibovespa fechou esta terça-feira em queda de 0,52%, aos 205.835,29 pontos. O índice oscilou entre 204.725,23 pontos, na mínima, e 209.522,60 pontos, na máxima. O volume financeiro do pregão somou R$ 58,06 bilhões.
A queda foi interpretada pelo mercado como um movimento de realização de lucros após a forte alta provocada pelo resultado eleitoral do primeiro turno. Mesmo com a correção, o indicador permaneceu acima dos 200 mil pontos, acumulando, em outubro, alta de 10,46% e, no ano, avanço de 27,75%.
Petróleo e fatores externos
O petróleo fechou a terça-feira praticamente estável, com investidores equilibrando preocupações geopolíticas no Oriente Médio e sinais de maior oferta. O barril do tipo Brent subiu 0,26%, terminando a sessão a US$ 100,58. O barril WTI avançou 0,01%, para US$ 89,44.
O mercado acompanhou tensões envolvendo os houthis, no Iêmen, e a Arábia Saudita, além de questões sobre as condições de transporte pelo Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, sinais de resiliência da oferta limitaram a alta: o ministro de energia da Arábia Saudita informou que o Oleoduto Leste-Oeste transportou 5,8 milhões de barris, apesar das hostilidades na região. O Departamento de Energia dos Estados Unidos elevou suas projeções para o preço do Brent, estimando US$ 96 por barril em 2026 e US$ 84 em 2027.
Para quem interessa e próximos passos
Movimentos desta natureza interessam a empresas importadoras e exportadoras, investidores em renda variável e cambial, fundos e operadores do mercado de commodities. Nos próximos dias, o mercado deverá continuar acompanhando desdobramentos da pauta eleitoral, indicadores econômicos e sinais de política fiscal que possam afetar o prêmio de risco do país, além das notícias sobre oferta e transporte de petróleo que influenciam os preços internacionais.
