A Secretaria de Estado da Saúde reuniu municípios e o Ministério da Saúde para discutir o rastreamento do câncer do colo do útero com teste molecular DNA-HPV.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Atenção Primária à Saúde (Daps), realizou nesta terça-feira, 3, uma agenda territorial com o Ministério da Saúde (MS) e municípios sergipanos que já iniciaram o rastreamento do câncer do colo do útero por meio do teste molecular para identificação do DNA do papilomavírus humano (HPV).
O teste molecular DNA-HPV, incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) neste ano, é capaz de identificar a presença de 14 genótipos do HPV, principal causador do câncer do colo do útero. Na rede pública, o exame é indicado para pessoas com útero entre 25 e 64 anos que já iniciaram a vida sexual.
Segundo a referência técnica em Saúde da Mulher na Atenção Primária à Saúde (APS) da SES, Elline Alves, o objetivo é identificar o vírus antes do desenvolvimento de lesões pré-cancerígenas. “Esse teste chega para substituir gradativamente o citopatológico, conhecido como Papanicolau, e vem com uma nova tecnologia. A partir do momento que você faz o teste e ele dá negativo, só será necessário realizar uma nova coleta em cinco anos. Então, o exame vem para a gente ganhar tempo. Tempo é vida e saúde. Quanto mais rápido a mulher tiver o diagnóstico do DNA do HPV, mais rápido conseguimos ofertar um tratamento oportuno para ela”, explicou.
Em Sergipe, a SES já recebeu 27.500 testes enviados pelo MS e distribuiu mais de 20 mil unidades para as regiões de saúde de Aracaju e Lagarto. A implantação ocorre de forma faseada e, por enquanto, o exame está disponível em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Aracaju, Itaporanga d’ajuda, São Cristóvão, Barra dos Coqueiros, Lagarto, Divina Pastora, Laranjeiras, Riachuelo, Poço Verde, Riachão do Dantas, Simão Dias e Tobias Barreto.
A expectativa é de que mais 20 mil kits cheguem no próximo ano, permitindo a ampliação do teste para os demais municípios sergipanos. A reunião também apresentou o cenário de implantação em Sergipe e os fluxos de atendimento, com foco na implementação de testes de autocoleta para grupos específicos, como populações cigana, trans e em situação de rua.
Ao todo, o estado recebeu 300 kits de autocoleta, que serão distribuídos de maneira estratégica. Para a consultora técnica do Ministério da Saúde, Swamy Palmeira, a medida busca ampliar o alcance do rastreamento e promover equidade no acesso à saúde. “Com o dispositivo de autocoleta, buscamos alcançar todas as mulheres, olhando suas vulnerabilidades territoriais e culturais, com um objetivo único: não deixar nenhuma mulher para trás. Então, esse é um trabalho conjunto que busca o fortalecimento da política pública dentro do estado”, ressaltou.
A agenda reuniu os municípios que já iniciaram o rastreamento do câncer do colo do útero por meio do teste molecular DNA-HPV. A referência técnica em Saúde da Mulher de São Cristóvão, Maria Helena Andrade, destacou a importância da iniciativa.






Fonte: Governo de Sergipe
