O Tribunal Superior Eleitoral informou que 21,08% do eleitorado não votou no 1º turno, totalizando 33,4 milhões entre 158,7 milhões aptos. A taxa superou a de 2022 (20,9%), reduzindo a participação nas decisões eleitorais.
A abstenção no 1º turno das eleições de 2026 bateu recorde: 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas, o que representou 21,08% do total do eleitorado. Isso significa que, entre os 158,7 milhões de eleitores aptos, cerca de dois em cada dez não foram votar no domingo (4), reduzindo a participação efetiva nas decisões eleitorais.
O dado foi divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aponta aumento em relação a 2022, quando a abstenção foi de 20,9% — equivalente a 32,7 milhões de faltosos. A abstenção observada neste domingo ficou próxima aos níveis registrados nas eleições municipais de 2024, quando 33,7 milhões de eleitores não compareceram ao 1º turno para prefeito e vereador, correspondendo a 21,68% do eleitorado.
No total, do universo de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar no 1º turno, 125,2 milhões compareceram aos colégios eleitorais. Considerando o histórico das eleições gerais, a abstenção deste domingo só foi menor que a registrada em 1998, quando 21,49% do eleitorado não compareceu aos locais de votação.
Além da abstenção, houve registro de votos em branco e nulos para a disputa presidencial: 2,3 milhões de eleitores votaram em branco, equivalente a 1,84% do eleitorado; e 3,6 milhões de votos foram anulados para presidente, o que representou 2,93% do total de votos válidos.
Dados do 1º turno
- Eleitores aptos: 158,7 milhões
- Comparecimento: 125,2 milhões
- Abstenção: 33,4 milhões (21,08%)
- Abstenção em 2022: 32,7 milhões (20,9%)
- Abstenção em 2024 (municipais): 33,7 milhões (21,68%)
- Votos em branco para presidente: 2,3 milhões (1,84% do eleitorado)
- Votos nulos para presidente: 3,6 milhões (2,93% dos votos válidos)
- Comparação histórica: apenas 1998 teve abstenção maior nas gerais (21,49%)
Esta apuração interessa diretamente aos eleitores e às autoridades eleitorais: eleitores que não votaram no 1º turno ainda poderão votar no 2º turno, desde que estejam com o título eleitoral regularizado. O TSE informou que vai trabalhar para reduzir a abstenção no segundo turno, com medidas que serão implementadas antes da próxima etapa do processo eleitoral.
O próximo passo do calendário eleitoral é o 2º turno, para o qual a regularização do título continuará sendo condição para o exercício do voto. As ações e orientações adicionais sobre prazos ou procedimentos serão divulgadas pelas autoridades eleitorais nos próximos dias.
