Protestos ocorreram em 13 estados e no DF nos dias 7 e 8 de outubro, em cidades como Rio, SP, Palmas e Brasília. UNE convocou as mobilizações por educação pública, democracia e direitos trabalhistas.
Estudantes promoveram manifestações em várias cidades e estados do país, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Palmas (Tocantins) e Brasília, ao longo da semana, em defesa da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. As mobilizações tiveram foco em pautas como a educação pública, a manutenção da democracia e direitos trabalhistas, e ocorreram nos dias 7 e 8 de outubro.
As ações foram convocadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE), que declarou apoio a Lula no segundo turno das eleições. Em diferentes centros urbanos, universidades e pontos tradicionais de concentração houve participação de universitários, trabalhadores e estudantes de ensino médio.
Principais atos e locais
- Rio de Janeiro (07/10): milhares de estudantes e trabalhadores se reuniram na Candelária e caminharam pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia.
- São Paulo (08/10): concentrações ocorreram nas faculdades particulares Cásper Líbero e Mackenzie e na Praça Roosevelt, no centro.
- Palmas, Tocantins (08/10): estudantes se reuniram na Universidade Federal do Tocantins (UFT); participou o ex-aluno Kaio Costa.
- Brasília, Distrito Federal (08/10): ato na Universidade de Brasília (UnB) reuniu universitários e membros da comunidade, incluindo estudantes secundaristas.
- Outros estados (08/10): foram realizadas manifestações em Minas Gerais, Paraíba, Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rio Grande do Sul, Ceará, Amapá e Paraná.
Em Palmas, o ex-aluno da UFT Kaio Costa disse que a manifestação foi além do apoio a um candidato e teve caráter amplo em defesa da democracia e de direitos básicos.
“Se a gente for fazer uma análise sobre o que está acontecendo no mundo inteiro, a gente tem visto uma grande onda de conservadorismo e retrocesso em direitos básicos tanto das mulheres quanto de comunidades minoritárias das quais eu faço parte, porque eu sou um homem negro e LGBT, nascido no interior do Tocantins. Eu não posso me dar o luxo de só assistir a coisa acontecer.”
Em Brasília, a estudante de direito e integrante do Centro Acadêmico Ada Victória Moura Leite, 18 anos, afirmou que o ato reuniu universitários e também membros da comunidade local, como secundaristas, e ressaltou a preocupação com a defesa da universidade pública.
“Não podemos regredir para um Estado que não respeite os direitos humanos, que não valorize a universidade pública.”
Quem foi atingido e próximos passos
As mobilizações interessaram principalmente estudantes universitários e secundaristas, trabalhadores vinculados ao setor educacional e eleitores envolvidos com pautas de defesa da democracia e da educação pública. As ações foram concentradas em campi, praças e avenidas centrais nas cidades mencionadas; quem participou esteve presente nos locais descritos acima nas datas informadas.
A postura pública da UNE nesta semana foi a de apoio formal ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições; a organização foi responsável pela convocação das manifestações nos dias 7 e 8 de outubro.
