No fim do segundo turno, o presidente reeleito recebeu mais de 64 milhões de votos, maior marca da história. O resultado confirma seu mandato, que começa em 5 de janeiro de 2027, e supera 2022.
Ao terminar o segundo turno da eleição presidencial com 64.256.232 votos neste domingo (25), o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou a maior votação já obtida por um presidenciável no país. O resultado confirma quem comandará o Executivo federal no próximo mandato, que começa em 5 de janeiro de 2027.
Os mais de 64 milhões de votos superaram o recorde anterior, também obtido por Lula em 2022, quando recebeu 60.345.999 votos no segundo turno. O levantamento numérico mostra a sequência de votações expressivas nas eleições presidenciais desde a redemocratização.
Maiores votações (votos totais)
- 2026: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 64.256.232 votos
- 2022: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 60.345.999 votos
- 2006: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 58.295.042 votos
- 2018: Jair Bolsonaro (PSL) — 57.797.847 votos
- 2010: Dilma Rousseff (PT) — 55.752.529 votos
- 2014: Dilma Rousseff (PT) — 54.501.118 votos
- 2002: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 52.793.364 votos
- 1998: Fernando Henrique Cardoso (PSDB) — 35.936.916 votos
- 1989: Fernando Collor (PRN) — 35.090.206 votos
- 1994: Fernando Henrique Cardoso (PSDB) — 34.377.829 votos
Dos dez pleitos presidenciais realizados após a redemocratização, somente as eleições de 1994 e 1998 foram decididas no primeiro turno. O crescimento do eleitorado ao longo das décadas ajuda a explicar por que recordes absolutos de votos tendem a ocorrer em disputas mais recentes.
Em termos de participação do eleitorado, o recorde de votos recebidos por Lula em 2026 não representa a maior vitória em percentual de votos válidos. Em 2002, sua primeira eleição presidencial registrou o maior percentual entre os vencedores: 61,27% dos votos válidos.
Maiores percentuais de votos válidos
- 2002: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 61,27%
- 2006: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 60,83%
- 2010: Dilma Rousseff (PT) — 56,05%
- 2018: Jair Bolsonaro (PSL) — 55,13%
- 1994: Fernando Henrique Cardoso (PSDB) — 54,28%
- 1998: Fernando Henrique Cardoso (PSDB) — 53,06%
- 1989: Fernando Collor (PRN) — 53,03%
- 2026: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 51,79%
- 2014: Dilma Rousseff (PT) — 51,64%
- 2022: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 50,90%
Os números das urnas também refletem a evolução do eleitorado brasileiro: em 1989 havia pouco mais de 82 milhões de eleitores; esse contingente cresceu ao longo das eleições e alcançou mais de 158 milhões em 2026. Esse aumento influencia a comparação entre recordes absolutos de votos e recordes percentuais.
A novidade interessa a eleitores, partidos, pesquisadores e gestores públicos, que acompanharão os impactos do resultado nas pautas legislativas e na administração pública federal ao longo do próximo mandato. A posse do presidente reeleito está prevista para 5 de janeiro de 2027, data em que se iniciará formalmente o novo período de governo.
