Na segunda (5), o mercado financeiro reagiu com força. O câmbio fechou abaixo de R$5 e o Ibovespa subiu à máxima, ampliando o apetite por risco após o primeiro turno.
O mercado financeiro brasileiro reagiu com forte alta nesta segunda-feira (5). O dólar à vista caiu para R$ 5,0022 na venda (-4,12%), enquanto o Ibovespa avançou 7,85%, fechando em 207.190,44 pontos, sinalizando valorização dos ativos domésticos que interessa a investidores e a quem acompanha câmbio e renda variável.
Para o leitor, a movimentação significou retomada do interesse pelos papéis brasileiros e acomodação do câmbio abaixo de R$ 5 em fechamento, além de renovação das máximas do índice acionário, o que pode influenciar decisões de investidores pessoa física e gestores que acompanham o mercado local.
Dados e evolução do pregão
O dólar encerrou o pregão com baixa de 4,12%, cotado a R$ 5,0022 na venda, alcançando a menor cotação de fechamento desde 21 de maio (R$ 5,0004). A mínima intradiária foi de R$ 4,95, registrada por volta das 10h30. Na sexta-feira (2), a moeda havia subido quase 1% e fechado a R$ 5,2175. Com o desempenho desta segunda, o dólar passou a acumular queda de 8,87% no ano.
O Ibovespa teve sessão de forte alta, fechando em 207.190,44 pontos (+7,85%). Durante o pregão, o indicador alcançou máxima intradiária de 209.605,70 pontos e teve mínima de 192.137,63 pontos. O volume financeiro registrado, antes dos ajustes finais, somava R$ 97,58 bilhões.
Principais números
- Dólar: R$ 5,0022 (-4,12%)
- Mínima do dólar: R$ 4,95 (por volta das 10h30)
- Ibovespa: 207.190,44 pontos (+7,85%)
- Máxima do Ibovespa: 209.605,70 pontos
- Mínima do Ibovespa: 192.137,63 pontos
- Petróleo Brent: US$ 100,32 (-1,89%)
- Petróleo WTI: US$ 89,43 (-1,84%)
- ETF EWZ (EUA): avanço de 12,57% no fim da tarde
Contexto político e interpretação dos mercados
A reação do câmbio ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL) ter terminado o primeiro turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois candidatos disputarão o segundo turno em 25 de outubro. A leitura inicial dos investidores foi de redução do prêmio de risco dos ativos brasileiros, o que favoreceu o real e pressionou para baixo as taxas futuras de juros.
Nos mercados internacionais, o barril do tipo Brent para dezembro recuou 1,89%, a US$ 100,32, e o WTI com contrato para novembro caiu 1,84%, a US$ 89,43 por barril. Bolsas asiáticas começaram a semana em alta, com menor expectativa de novos aumentos de juros nos Estados Unidos, enquanto os índices em Nova York operavam em baixa na pré-abertura e as bolsas europeias mostravam comportamento misto.
Quem é afetado e próximos passos
A movimentação interessa sobretudo a investidores em renda variável e cambial, gestores de recursos e agentes financeiros que monitoram prêmio de risco e curvas de juros. O principal desdobramento a acompanhar é a disputa do segundo turno, marcada para 25 de outubro, e a forma como novas leituras do eleitorado e os desdobramentos políticos afetarão o prêmio de risco, o câmbio e a bolsa nos próximos pregões.
