Chuvas desde sexta-feira forçaram famílias a buscar abrigos e mobilizaram a Defesa Civil em cidades como Caxias do Sul e Pelotas. São 703 desabrigados e mais de 560 mil afetados em 145 municípios.
No Rio Grande do Sul, os fortes temporais que atingiram o estado desde a última sexta-feira (18) deixaram 703 pessoas desabrigadas e afetaram mais de 560 mil moradores em 145 municípios. Cidades mencionadas no balanço incluem Caxias do Sul, Pelotas, Montenegro, Novo Hamburgo e a região da Serra Gaúcha, e a sequência de danos muda a rotina de famílias e serviços locais, que terão de buscar abrigos temporários e acompanhamento da Defesa Civil municipal.
O balanço divulgado no final da tarde desta terça-feira (22) pela Defesa Civil estadual traz números com detalhamento dos impactos materiais e humanos. Além dos 703 desabrigados, outras 3.231 pessoas ficaram desalojadas, ou seja, foram para casas de parentes ou conhecidos. O relatório confirma quatro mortes — três em Caxias do Sul e uma em Pelotas — e registra uma pessoa desaparecida na Serra Gaúcha.
Dados sobre moradias e municípios afetados
O relatório detalha o estado das residências nos municípios afetados. A contagem inclui destruições, danos e situações de alagamento que exigem avaliação para reparos e apoio emergencial.
- 22 casas destruídas
- 463 casas danificadas
- 2.177 casas destelhadas
- 852 casas alagadas
O relatório indica ainda que mais de 560 mil pessoas foram afetadas pelos eventos climáticos em 145 municípios do estado, e que a Defesa Civil segue monitorando áreas de risco e divulgando alertas localizados.
Alertas ativos e orientação às populações
Também nesta terça-feira a Defesa Civil estadual emitiu um alerta vermelho apontando risco muito alto de inundação do Rio Caí em Montenegro, localizada a cerca de 42 quilômetros de Novo Hamburgo. O comunicado está válido até as 14h30 desta quarta-feira (23).
“A orientação é para que as pessoas busquem informações junto à Defesa Civil da cidade e consultem o Plano de Contingência municipal para saber como agir. Em caso de emergência, devem entrar em contato com a Brigada Militar (190) ou com o Corpo de Bombeiros Militar (193)”
As recomendações devem ser seguidas por moradores das áreas ribeirinhas e de encosta, gestores municipais e responsáveis por serviços públicos que precisarão priorizar socorro, abrigo e restabelecimento de infraestrutura.
Quem deve procurar ajuda e próximos passos
Devem procurar a Defesa Civil municipal, secretarias de assistência social e serviços de emergência todas as famílias afetadas, especialmente aquelas com casas destruídas, alagadas ou destelhadas. Em caso de risco iminente ou necessidade de socorro, os números indicados no alerta são a Brigada Militar (190) e o Corpo de Bombeiros Militar (193). As prefeituras locais são responsáveis por ativar planos de contingência e abrigos temporários.
O próximo passo será a atualização dos levantamentos e do número de municípios afetados pela Defesa Civil estadual, com novas informações sobre retiradas, abrigos e medidas de assistência. Autoridades estaduais e municipais seguirão em monitoramento para emitir novos alertas conforme a evolução do nível de rios e das condições meteorológicas.
