Autoridades aplicam dose zero da tríplice viral em bebês de 6 a 11 meses e 29 dias. Medida, tomada após um caso confirmado de sarampo, visa reforçar a proteção infantil.
Santo André, no ABC Paulista, passa a vacinar bebês de 6 a 11 meses e 29 dias com a dose zero da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A mudança amplia a proteção infantil diante do risco de contágio, após registro de um caso de sarampo na cidade.
A estratégia foi adotada visando expandir a imunização dos bebês em meio ao risco de contágio. A medida foi implementada logo após o registro de um caso de sarampo em Santo André. A ação pretende reforçar a proteção em uma faixa etária altamente suscetível a infecções e a formas mais graves da doença, além de contribuir para reduzir a circulação do vírus.
A vacina tríplice viral aplicada como dose zero não substitui as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Essas vacinas permanecem disponíveis de forma gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS) para a faixa etária de 12 meses a 59 anos, conforme o calendário oficial.
Até o momento, o estado de São Paulo contabiliza 36 casos confirmados de sarampo este ano. A distribuição dos casos no estado indica concentração na capital, com 32 ocorrências, e registros em outros municípios do entorno:
Casos confirmados em São Paulo
- 32: capital paulista
- 2: São Bernardo do Campo
- 1: Guarulhos
- 1: Santo André
Quem deve se vacinar e orientações
- Bebês de 6 a 11 meses e 29 dias: deverão receber a dose zero da tríplice viral em Santo André, conforme a medida adotada localmente.
- Pessoas de 12 meses a 59 anos: devem seguir o Calendário Nacional de Vacinação, com acesso às doses gratuitas pelo SUS.
O calendário oficial de imunização permanece como referência para a sequência de doses e para as faixas etárias cobertas. A decisão de aplicar a dose zero em bebês em Santo André ocorre dentro de uma estratégia de saúde pública para ampliar a proteção em um grupo com maior vulnerabilidade e para reduzir a propagação do vírus no município e na região.
O próximo passo da história será o acompanhamento das coberturas vacinais e da evolução dos casos no município e no estado, com atenção às orientações dos serviços de saúde locais sobre locais e horários de vacinação.
