A Anvisa publicou no Diário Oficial da União, em 30/09/2026, o registro do Farmanguinhos Arpraziquantel. O remédio trata esquistossomose por Schistosoma mansoni e haematobium em crianças de 3 meses a 6 anos.
A Anvisa aprovou nesta quarta-feira (30/09/2026) o registro do medicamento Farmanguinhos Arpraziquantel, indicado para o tratamento da esquistossomose causada pelos parasitas Schistosoma mansoni ou Schistosoma haematobium em crianças de 3 meses a 6 anos. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União, o que formaliza a autorização para o uso do produto nessa faixa etária.
O registro do Farmanguinhos Arpraziquantel amplia as alternativas terapêuticas aprovadas para população pediátrica. O medicamento foi autorizado especificamente para crianças entre 3 meses e 6 anos, conforme consta na decisão da Anvisa divulgada em 30/09/2026.
Em nota, a Anvisa destacou que a esquistossomose é considerada um problema de saúde pública em regiões tropicais e subtropicais da África, da Ásia, do Caribe e da América do Sul.
“É uma doença tropical negligenciada, um grupo diversificado de condições que afeta predominantemente populações de baixa renda em todo o mundo e pode evoluir de formas assintomáticas a quadros clínicos extremamente graves.”
Como o medicamento age e explicação técnica
De acordo com a agência, quando ingerido, o arpraziquantel é absorvido pelos vermes nos vasos sanguíneos do paciente e causa espasmos musculares e paralisia nos parasitas, o que interrompe sua fixação aos vasos sanguíneos. Esse mecanismo reduz a capacidade dos parasitas de permanecerem ancorados ao endotélio vascular.
“O medicamento também danifica o tegumento, uma barreira que protege o parasita do sistema imunológico. Com isso, o corpo consegue destruir os vermes.”
As informações sobre mecanismo de ação e efeito do produto constam na avaliação técnica da agência incluída na resolução publicada em 30/09/2026.
A quem interessa e orientações práticas
A aprovação interessa a profissionais de saúde que atendem populações em áreas endêmicas, a gestores de programas de controle da esquistossomose, e a pais e responsáveis por crianças entre 3 meses e 6 anos em risco de exposição. A autorização não detalha, no texto divulgado, datas de distribuição ou pontos de dispensação; decisões sobre aquisição, incorporação a protocolos locais e disponibilização em unidades de saúde caberão a gestores e à instituição fabricante.
Famílias e responsáveis devem procurar orientação de profissionais de saúde locais e seguir as recomendações de serviços públicos para diagnóstico e tratamento, observando critérios clínicos e epidemiológicos estabelecidos pelas autoridades de saúde.
Próximos passos
Com o registro publicado, serão definidas, em instâncias administrativas e pelos gestores de saúde, as estratégias de aquisição, distribuição e eventual inclusão do medicamento em protocolos e programas de controle. Também é esperado acompanhamento da segurança e eficácia em uso real conforme os mecanismos regulares de monitoramento pós-registro.
