Presidente do TSE prometeu intensificar campanhas e ações logísticas para aumentar o comparecimento às urnas. No 1º turno, 21,08% (33,4 milhões) não votaram.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que pretende trabalhar para diminuir a abstenção de eleitores no segundo turno. Para o eleitor, a declaração indica que o tribunal vai intensificar e aperfeiçoar mecanismos voltados ao comparecimento às urnas, com o objetivo direto de reduzir o percentual de ausentes registrado na primeira etapa da votação.
Segundo os dados do sistema de totalização de votos do TSE referentes ao primeiro turno, a abstenção chegou a 21,08%, o que corresponde a 33,4 milhões de eleitores. O presidente destacou a necessidade de reduzir esse índice antes da etapa decisiva da disputa presidencial.
“Não é o ideal uma abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para que a gente consiga diminuir esse percentual no segundo turno.”
A declaração acima foi feita por Kassio Nunes Marques neste domingo (4) ao comentar os resultados do primeiro turno. Ele qualificou o nível de abstenção como indesejável e afirmou a intenção de aprimorar ações do tribunal para buscar maior comparecimento na segunda etapa do pleito.
Dados oficiais do primeiro turno
- Abstenção: 21,08% (equivalente a 33,4 milhões de eleitores)
- Votos em branco: 2,2 milhões
- Votos nulos: 3,6 milhões
- Comparecimento: 125 milhões de eleitores
- Eleitorado apto a votar: 158,7 milhões
A abstenção registrada no primeiro turno é apontada como a maior desde 1998, quando o índice foi de 21,5%. Nas eleições presidenciais de 2022, o percentual de faltosos na primeira etapa foi de 20,95%.
Os números apresentados pelo TSE e a sinalização de atuação do tribunal interessam diretamente aos eleitores, partidos e candidatos que disputarão o segundo turno, além de observadores e gestores eleitorais. O foco anunciado é reduzir a parcela de eleitorado que não compareceu às urnas no primeiro turno, sem indicação de medidas específicas no comunicado divulgado neste domingo.
O próximo passo da história será a atuação do TSE durante o período que antecede o segundo turno, quando o tribunal deverá detalhar as ações a serem adotadas para tentar diminuir a abstenção. Também será acompanhada a mobilização de eleitores para a etapa decisiva da eleição presidencial, em que estarão em disputa os candidatos que avançaram na primeira etapa.
