Na sexta (9), a moeda terminou a sessão abaixo de R$5 pela 2ª vez, reduzindo pressão sobre importações e contratos em dólar. A Bolsa renovou recorde, com o Ibovespa em alta, reforçando o movimento de queda.
O dólar comercial fechou em queda nesta sexta-feira (9), cotado a R$ 4,985, ficando abaixo de R$ 5 pela segunda sessão consecutiva, e acumulou recuo de 4,44% na primeira semana após o primeiro turno eleitoral. Para o leitor, a retração da moeda significou menor pressão imediata sobre importações e contratos em dólar e algum alívio para famílias e empresas que dependem de bens e insumos cotados na moeda internacional.
O movimento de queda do dólar ocorreu em um dia de renovação de recordes da Bolsa brasileira. O Ibovespa avançou 1,38% e encerrou aos 209.066,90 pontos, marcando novo recorde de encerramento; durante o pregão, o índice atingiu máxima de 209.713,45 pontos. No mesmo dia, os contratos futuros do petróleo também subiram, com o Brent para dezembro cotado a US$ 104,72 por barril e o WTI para novembro a US$ 91,85 por barril.
Números do dia
- Dólar comercial (fechamento): R$ 4,985 (queda de 0,78%)
- Mínima intradiária do dólar: R$ 4,977 (por volta das 13h)
- Dólar na semana: recuo de 4,44%
- Dólar no ano: queda de 9,18%
- Ibovespa (fechamento): 209.066,90 pontos (+1,38%)
- Ibovespa na semana: avanço de 8,82%
- Petróleo Brent: US$ 104,72 por barril (+0,42%)
- Petróleo WTI: US$ 91,85 por barril (+0,39%)
- Variação semanal do Brent: +2,41%
- Variação semanal do WTI: +0,81%
A queda do dólar foi acompanhada pela valorização de moedas de países emergentes e por expectativas dos investidores em relação ao cenário político brasileiro após a divulgação de pesquisas eleitorais. O mercado doméstico também observou os dados de inflação: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82% em setembro, acumulando alta de 4,58% em 12 meses.
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, subiu 0,08% em cotações acompanhadas durante a tarde, apontando movimentos mistos nas moedas globais. As Bolsas de Nova York fecharam em alta: o índice S&P 500 avançou 0,60% em sessão marcada pela expectativa com a temporada de resultados corporativos do terceiro trimestre e pela atenção dos investidores aos próximos dados de inflação.
Por que interessa
Investidores, empresas importadoras, agentes do setor de turismo e consumidores de produtos indexados ao dólar foram diretamente afetados pelos movimentos da moeda e da Bolsa. Produtores e empresas do setor de energia também acompanharam a alta dos preços do petróleo, que foi influenciada por riscos de oferta relacionados a tensões no Oriente Médio e a incidentes em rotas estratégicas, além dos efeitos da passagem do furacão Isaias sobre a produção no Golfo do México.
Não houve indicação de serviços públicos ou prazos a serem acessados pelo leitor nesta nota.
Próximo passo
O mercado seguirá atento à temporada de resultados corporativos do terceiro trimestre e aos próximos dados de inflação, que deverão orientar as expectativas sobre política econômica e fluxos de investimento. Movimentos futuros no câmbio e na Bolsa deverão refletir esses indicadores, além de eventuais desenvolvimentos nas condições de oferta global de petróleo e no cenário político doméstico.
