Em 2025 a área devastada somou 693 mil hectares, a menor desde 1984. Deste total, 639 mil ha eram vegetação primária e 54 mil ha secundária; o recuo reforça monitoramento e políticas públicas.
A Amazônia registrou o menor nível de desmatamento em 2025, quando a área devastada somou 693 mil hectares. Para o leitor, a redução histórica influencia indicadores ambientais e fornece uma base atualizada para monitoramento, planejamento e políticas públicas voltadas ao bioma.
Dados principais
O levantamento, parte da Coleção 11 do MapBiomas, compilou informações sobre cobertura e uso da terra entre 1985 e 2025. A maior parte do desmatamento em 2025 ocorreu em vegetação primária, com 639 mil hectares afetados, enquanto 54 mil hectares foram de vegetação secundária.
- 693 mil hectares: total de desmatamento na Amazônia em 2025.
- 639 mil hectares: desmatamento em vegetação primária em 2025.
- 54 mil hectares: desmatamento em vegetação secundária em 2025.
- 54,7 milhões de hectares: perda acumulada de vegetação nativa entre 1985 e 2025.
- 74,6 milhões de hectares: área antropizada acumulada na Amazônia até 2025.
- 49,7 milhões de hectares: perda da formação florestal no período (redução de 14,8%).
Agropecuária e mineração
O avanço da agropecuária se concentrou próximo a áreas protegidas, como Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Territórios Quilombolas. Em 2025, a agropecuária já ocupava 30,5% do total dessas áreas protegidas analisadas no estudo. De forma geral, a agropecuária ocupou 15,5% do território da Amazônia em 2025, correspondendo a 65,3 milhões de hectares.
- 50,8 milhões de hectares: área de pastagem (equivalente a 12% do bioma).
- 8,6 milhões de hectares: área de agricultura (2% do território do bioma).
- 440 mil hectares: área ocupada pela mineração em 2025, frente a 32 mil hectares no início da série histórica — um aumento de 14 vezes em 41 anos.
Metodologia
O estudo cruzou os dados da Coleção 11 do MapBiomas com as vias mapeadas a partir das bases de estradas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e com informações do OpenStreetMap. O total de 618 mil km de vias considerado inclui trechos que não fazem parte da malha rodoviária oficial.
Quem é afetado e próximos passos
Os resultados interessam a gestores públicos, pesquisadores, populações locais e setores econômicos que atuam na região, pois atualizam a dimensão territorial da perda de vegetação e a distribuição da ocupação por atividades como pecuária, agricultura e mineração. As informações também servem de referência para monitoramento, fiscalização e formulação de políticas públicas voltadas ao bioma.
Os próximos passos envolverão a incorporação desses dados em análises e decisões sobre uso do solo, bem como o acompanhamento em séries futuras do MapBiomas para avaliar tendências e efeitos de medidas de controle do desmatamento.
