Desde o início de outubro, São Paulo viu aumento de mpox e concentra parte expressiva dos 300 casos confirmados no estado este ano. Não há registros de óbitos; 197 notificações ocorreram na capital.
São Paulo registrou 67 casos confirmados de mpox desde o dia 4 de outubro, data que corresponde ao início da 40ª semana epidemiológica. O número equivale a cerca de 22% do total de casos confirmados no estado neste ano, e indica aumento recente de infecções que pode alterar a atenção da população e das redes de saúde locais.
Entre janeiro e esta sexta-feira (6), o estado confirmou 300 casos de mpox, sem registros de óbitos. Do total de casos confirmados neste ano, 197 foram notificados na cidade de São Paulo. No ano passado foram contabilizados 423 casos, enquanto em 2024 o total chegou a 1.134.
Os dados estão disponibilizados na plataforma Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo. A evolução dos números serve como base para ações de vigilância, testagem e rastreamento de contatos em municípios do estado.
“Seguimos monitorando o cenário epidemiológico e orientando os serviços de saúde para que estejam preparados para identificar e notificar rapidamente qualquer suspeita”, explicou Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), por meio de nota.
Transmissão e sinais clínicos
A mpox é causada pelo vírus MPXV. A transmissão entre pessoas ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, mucosas e secreções de pessoas infectadas, inclusive durante relações sexuais. Também há risco de transmissão pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e itens de uso pessoal.
Os sintomas incluem lesões na pele e nas mucosas — inclusive na região genital — que podem vir acompanhadas de febre, fraqueza, aumento dos linfonodos (ínguas), dores musculares, dores nas costas e dor de cabeça.
Para quem interessa e como proceder
As informações interessam especialmente a moradores do estado de São Paulo, profissionais de saúde e gestores municipais. Os serviços de saúde são orientados a identificar, notificar e testar casos suspeitos. Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar a unidade de saúde local para avaliação clínica e orientação sobre isolamento e cuidados com itens pessoais.
Para reduzir o risco de infecção, recomenda-se evitar contato próximo ou íntimo com pessoas que apresentem sintomas suspeitos e não compartilhar objetos pessoais. A higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel também é indicada.
Próximo passo
A Secretaria Estadual de Saúde continuará o monitoramento epidemiológico, com realização de exames laboratoriais e rastreamento de contatos para identificar possíveis cadeias de transmissão. Novas atualizações sobre os números e medidas de controle deverão ser divulgadas conforme avançarem as investigações e a vigilância em cada município.
