Atualização do Ministério do Meio Ambiente classifica 3.730 espécies e define prioridades de conservação. Avaliação do JBRJ, com dados do Rio e de São Paulo, orientará ações em municípios, proprietários e gestores.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima atualizou, nesta quarta-feira (28), a Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção. A avaliação envolveu 3.730 espécies e foi realizada pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), com referência a registros e ocorrências em locais como Rio de Janeiro e São Paulo. A revisão orientará prioridades em políticas de conservação e ações de gestão ambiental que afetam municípios, proprietários de terra e gestores públicos.
Categorias usadas na classificação
- Vulnerável (VU)
- Em Perigo (EN)
- Criticamente em Perigo (CR)
- Criticamente em Perigo – Possivelmente Extinta (CR-PE)
A atualização adotou critérios técnicos que consideram tamanho e fragmentação de populações, declínio das populações, distribuição geográfica, ameaças e medidas de conservação existentes. A divulgação segue a Portaria 43/2014, do Ministério do Meio Ambiente, que determina revisão quinquenal da lista.
Distribuição das espécies por categoria
- 838 espécies classificadas como vulneráveis — entre elas Bertholletia excelsa (castanha-do-pará) e Euterpe edulis (palmito-juçara).
- 2.162 espécies classificadas como em perigo — incluem Araucaria angustifólia (araucária) e Cariniana legalis (jequitibá-rosa).
- 728 espécies classificadas como criticamente em perigo — entre elas Paubrasilia echinata (pau-brasil).
- 2 espécies listadas como possivelmente extintas: Symplocos rizzinii, árvore da Mata Atlântica com registro na região da Serra do Itatiaia, no Rio de Janeiro, e Plinia rogersiana, do mesmo gênero da jabuticaba, com ocorrência em São Paulo.
A última revisão havia sido publicada em 7 de junho de 2022, quando 3.209 espécies constavam na lista oficial. Esta atualização amplia o levantamento para 3.730 espécies, com reclassificações que refletem mudanças nas avaliações do estado de conservação.
O processo de atualização considerou evidências técnicas sobre ocorrência e tendências populacionais. Municípios, órgãos ambientais, pesquisadores, organizações de conservação e setores produtivos têm interesse direto neste mapeamento, pois a lista subsidia ações de preservação, fiscalização ambiental e planejamento de uso do solo.
Conforme a Portaria 43/2014, a lista deverá passar por nova revisão em um ciclo de cinco anos. O próximo passo será a implementação e o monitoramento das medidas de conservação indicadas para as espécies priorizadas e a continuidade das avaliações científicas para ajuste de categorias quando houver novos dados.
