Quatro mandados de busca foram executados para apurar suposto esquema de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial por meio de bens de alto valor. Agentes recolhem documentos e aparelhos eletrônicos.
No Rio de Janeiro, policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão na nona fase da Operação Unha e Carne, nesta quinta-feira (29). A ação investiga crimes de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial atribuídos a uma organização criminosa que teria utilizado bens de alto valor para esconder a propriedade real de imóveis, veículos e aeronaves.
O cumprimento dos mandados mira a verificação de registros de bens em nome de terceiros e a coleta de documentos e dispositivos eletrônicos que possam demonstrar a origem e a destinação de recursos. Para o leitor, a operação traduz a continuidade das apurações sobre o uso de estruturas formais para ocultação patrimonial, o que pode repercutir em processos judiciais e em eventuais bloqueios de bens relacionados à investigação.
Dados e elementos apurados
Segundo as informações presentes no comunicado da investigação, os principais pontos apurados até o momento incluem:
- Mandados cumpridos: quatro mandados de busca e apreensão na nona fase da operação.
- Objetos e bens investigados: imóveis de alto padrão, veículos de luxo e aeronaves executivas registrados em nome de “laranjas”.
- Mecanismos apontados: registro de bens e valores em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, uso de dinheiro em espécie e movimentações financeiras sem rastreabilidade.
- Estruturas empresariais: emprego de empresas nacionais e estrangeiras, inclusive em paraísos fiscais.
- Outros indícios: menção ao envolvimento de entidades religiosas e holdings patrimoniais para a desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.
Os mandados desta fase foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), conforme indicação do documento que autorizou as diligências. A operação está sendo conduzida pela Polícia Federal no âmbito do inquérito que apura as práticas descritas.
Fase anterior
- Oitava fase: resultou na prisão de um ex-prefeito de município da Baixada Fluminense e de um ex-secretário da Polícia Civil fluminense.
Quem interessa e como acompanhar
A operação interessa a moradores do Rio de Janeiro, proprietários de imóveis de alto padrão, profissionais do mercado imobiliário, advogados que atuam em direito penal e empresarial, além de órgãos de controle e fiscalização. Cidadãos e partes potencialmente afetadas podem acompanhar os desdobramentos por meio das comunicações oficiais dos órgãos responsáveis pelas diligências e das decisões judiciais vinculadas ao caso.
Procuradores, advogados de defesa e partes investigadas devem seguir os atos processuais para receber notificações e tomar as providências legais cabíveis quando houver determinação formal de intimação ou medida restritiva.
Próximo passo
As diligências desta fase visam reunir elementos documentais e eletrônicos que possam esclarecer a cadeia de titularidade dos bens e a origem dos recursos. A investigação poderá gerar novas fases, novas medidas cautelares ou encaminhamentos ao âmbito judicial conforme a análise dos materiais apreendidos e das informações obtidas na operação em curso.
