Entidade aumentou a estimativa para quase 5,6 milhões de veículos em 2026, elevando o crescimento projetado a 12,8%. De jan–out, houve 4.722.650 emplacamentos, alta acumulada de 12,62% frente a 2025.
A Fenabrave aumentou a projeção de crescimento das vendas de veículos novos em 2026 de 8,6% para 12,8%, uma revisão divulgada nesta quarta-feira (4) que indica maior atividade no mercado automotivo e pode repercutir em oferta, condições de financiamento e movimento nas revendas ao longo do ano.
A expectativa anunciada pela entidade é de que o setor venda quase 5,6 milhões de unidades em 2026. Entre janeiro e outubro, foram emplacadas 4.722.650 unidades, o que representa um crescimento acumulado de 12,62% em relação ao mesmo período de 2025. O balanço com os dados de emplacamentos de outubro foi divulgado nesta quarta-feira (4).
Número de emplacamentos e previsão
Para o mês de outubro, o total registrado foi de 489.119 emplacamentos, considerando automóveis, veículos comerciais leves (picapes e furgões), ônibus, caminhões, motos e implementos rodoviários (reboques e carrocerias). A Fenabrave apontou que a projeção revisada se baseia, em parte, nos resultados acumulados ao longo do ano.
Queda em outubro
Apesar da revisão para cima na projeção anual, as vendas registraram retração em outubro: houve queda de 4,06% na comparação com setembro. Em relação a outubro de 2025, a redução foi de 0,85%. A federação avaliou que a retração de outubro foi influenciada pelo calendário, já que outubro de 2025 teve 23 dias úteis, enquanto outubro de 2026 teve 21 dias úteis.
Veículos eletrificados
Um dos fatores que contribuiu para o desempenho no acumulado do ano foi a venda de veículos eletrificados. No acumulado, os eletrificados (híbridos e totalmente elétricos) cresceram mais de 130%, com 524.766 unidades emplacadas. Considerando apenas automóveis e veículos comerciais leves, a participação dos eletrificados praticamente dobrou: passou de 10,67% no ano anterior para 20,54% nos emplacamentos atuais.
Desempenho por segmentos
- Automóveis e comerciais leves: crescimento acumulado de 17,29%, com 2.410.505 unidades emplacadas. No mês de outubro houve queda de 5,48% frente a setembro e crescimento de 2,5% ante outubro de 2025.
- Caminhões e ônibus: recuo acumulado de 4,18%. Em setembro a queda foi de 8,36% e, em relação a outubro de 2025, as vendas caíram 10,26%.
- Motocicletas: crescimento acumulado de 8,90%, com 1.985.816 unidades emplacadas, o maior volume acumulado da série histórica para o segmento.
“Os resultados acumulados permitem uma avaliação mais favorável para o fechamento do ano, principalmente entre automóveis e comerciais leves. Ao mesmo tempo, continuamos projetando retração para caminhões e ônibus, ainda que menores que as estimadas em julho, mas abaixo do que prevíamos em janeiro”
— Arcelio Junior, presidente da Fenabrave.
“Observamos uma recuperação gradual em segmentos como caminhões, ônibus e implementos rodoviários, cuja queda acentuada vem retrocedendo ao longo dos meses, notadamente, após a implantação do Programa Move Brasil”
— Arcelio Junior, presidente da Fenabrave.
“A motocicleta atende tanto às necessidades de mobilidade individual quanto às atividades profissionais, especialmente nas cidades. Essa diversidade de utilização contribui para manter a demanda elevada, ainda que com pequenos ajustes pontuais de um mês para o outro, como os que ocorreram em outubro, em função do menor número de dias úteis em relação a outubro do ano passado”
— Arcelio Junior, presidente da Fenabrave.
Para leitores interessados — consumidores, empresas do setor, frotistas e revendas — os números apontam para uma tendência de aumento da atividade comercial em 2026, com maior participação de veículos eletrificados e ajustes diferenciados entre segmentos. Acompanhar os balanços mensais de emplacamentos e anúncios de políticas setoriais, como o Programa Move Brasil, será importante para avaliar a evolução dessas projeções.
O próximo passo da cobertura será o acompanhamento dos dados de emplacamentos dos próximos meses e eventuais novas revisões de projeção pela federação, além dos impactos nas condições de mercado e no comércio de veículos ao longo de 2026.
