Veículos internacionais noticiaram que Flávio Bolsonaro viajou aos EUA menos de 48h após perder as eleições. Jornais argentinos citam embarque em jato privado de Puerto Iguazú com a família.
Porto Iguazú (Argentina) — Páginas de jornais de diversos países repercutiram nesta terça-feira (27) a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil, noticiando que o senador embarcou para os Estados Unidos em menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais. A cobertura internacional relacionou o embarque oculto e os desdobramentos judiciais que rondam o senador.
Cobertura internacional e versões sobre o embarque
Jornais argentinos publicaram entre a manhã e o dia reportagens que indicaram a possibilidade de que Flávio Bolsonaro teria embarcado com a família em um jato particular em Puerto Iguazú, com destino aos Estados Unidos. A versão sobre a partida em Puerto Iguazú não foi confirmada pelo governo da Argentina.
Outros veículos internacionais publicaram que fontes próximas ao senador disseram haver envolvimento de autoridades norte-americanas na saída do país. Publicações destacaram que, sob o governo de Donald Trump, os Estados Unidos teriam sido local de permanência de membros do clã Bolsonaro, citando também a presença de Eduardo Bolsonaro naquele país.
O New York Times registrou que Flávio deixou o Brasil após perder as eleições e depois que a Justiça determinou a apreensão de seu passaporte. O El País mencionou que o senador se recusou a aceitar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva logo após a apuração, e comparou o episódio com a viagem que Jair Bolsonaro realizou aos Estados Unidos em 2022 antes da posse do presidente eleito.
O jornal The Guardian afirmou que a fuga de Flávio estaria a caminho dos Estados Unidos e que o episódio pode influenciar o futuro da direita brasileira, citando ainda que Eduardo Bolsonaro estaria nos EUA e que o ex-presidente Jair Bolsonaro está preso, condenado em processo sobre tentativa de golpe de Estado.
Paradeiro, negações e declarações
A informação sobre a fuga começou a ser noticiada por jornais argentinos pela manhã. O coordenador de campanha do senador, Rogério Marinho, chegou a negar a informação e, em seguida, afirmou que não tinha notícias de Flávio Bolsonaro desde às 8h e que o senador teria dito que
“queria dar um tempo”
Nas redes sociais, o investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, compartilhou que Flávio Bolsonaro teria chegado aos Estados Unidos em uma articulação liderada pelo secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, segundo a postagem citada na cobertura internacional.
O que interessa ao leitor e próximos passos
O episódio interessa a eleitores, operadores do Direito e autoridades que acompanham os processos abertos no Brasil: Flávio Bolsonaro responde a dois processos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF) e há notícias sobre medidas da Polícia Federal, como cancelamento de passaportes, vinculadas ao caso. O paradeiro do senador segue incerto, de acordo com as reportagens internacionais e as reações de integrantes de sua campanha.
O próximo passo da história deverá envolver desdobramentos judiciais e eventuais comunicações oficiais das autoridades brasileiras e estrangeiras sobre o deslocamento do senador, além de novas manifestações de interlocutores políticos e atualizações da imprensa internacional sobre o caso.
