No Conselho Nacional de Minerais Críticos, Lula disse que o Brasil precisa de responsabilidade jurídica e fiscal. Ele afirmou que previsibilidade e uma 'economia arrumada' são essenciais para atrair capital estrangeiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (5), que o Brasil precisa ter uma “economia arrumada” para atrair novos investimentos, e afirmou que isso passa por responsabilidade jurídica e fiscal para dar previsibilidade aos mercados. A declaração foi feita durante reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos; a mensagem aponta para a busca de sinais claros ao mercado para que outros países se sintam seguros de investir.
Argumentos e dados citados pelo presidente
No encontro, o presidente reeleito no dia 25 de outubro enfatizou a necessidade de previsibilidade econômica. Ele afirmou que a ordenação das contas públicas e o cumprimento de regras jurídicas são condições para atrair capital estrangeiro e nacional. Em suas falas, o presidente também comentou o papel do Estado na exploração de recursos minerais e a intenção de estabelecer parcerias internacionais.
“Para a gente atrair [investidores], temos que ter uma economia arrumada. Ninguém vai fazer investimento numa economia desordenada. As pessoas querem saber se nós estamos falando sério”
O presidente disse que não deseja que o Estado “seja o senhor supremo da exploração, da transformação, da industrialização”, ao se referir às terras raras e minerais críticos. Segundo ele, a estratégia será buscar parcerias e aprendizado conjunto com outros países interessados na transformação e exploração desses recursos.
“Nós queremos construir parceria, precisamos aprender. Precisamos construir com outros países que queiram participar conosco do processo de transformação e exploração dessa riqueza. Se a gente quiser atrair capital, temos que ter seriedade”
O texto apresentado no evento também relacionou ao contexto eleitoral: o presidente fez referência à mobilização popular na eleição de 25 de outubro, citando a participação de jovens e de eleitores idosos.
“Quem ganhou essa eleição não foi um partido nem um candidato. Quem ganhou essa eleição foi o povo brasileiro que acordou para não permitir que o país caísse num abismo de incerteza”
Além das declarações sobre política econômica e minerais, foi mencionada a dimensão eleitoral das recentes escolhas do eleitorado — o presidente afirmou que é preciso demonstrar que o voto de 25 de outubro trouxe resultados em termos de um projeto capaz de oferecer dignidade e decência ao país.
Para quem interessa e próximos passos
As declarações interessam a investidores, ao setor de mineração e à comunidade de mercado em geral, além dos eleitores que acompanharam o processo eleitoral. No evento foi reiterado o objetivo de tornar a economia mais previsível e de abrir espaço para parcerias internacionais na cadeia de valor de minerais críticos. O desenvolvimento das propostas e as negociações com potenciais parceiros e investidores deverão compor as próximas discussões públicas e institucionais sobre a industrialização e a exploração desses recursos.
