Ação da SPM e do Instituto Serenas reuniu 40 profissionais de 13 municípios em Lagarto. A formação abordou acolhimento humanizado e estratégias para evitar a revitimização de meninas e mulheres.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM), realizou nesta quinta-feira, 5, em Lagarto, mais uma etapa da formação “Acolhimento humanizado e efetivo da rede de atendimento de meninas e mulheres vítimas de violência de gênero no Estado de Sergipe”. A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Instituto Serenas.
A formação reuniu 40 participantes de 13 municípios sergipanos, entre eles Lagarto, Pedra Mole, Moita Bonita, Campo do Brito e Macambira. A proposta é contribuir para a qualificação dos profissionais que integram a rede de atendimento, fortalecendo práticas de acolhimento humanizado, eficiente e não revitimizador, com base na perspectiva de gênero e na interseccionalidade.
O Instituto Serenas é uma organização que atua na prevenção da violência de gênero e na promoção de relações mais seguras e igualitárias. Durante a programação, foram abordados conceitos fundamentais sobre a violência baseada em gênero, os desafios enfrentados pelas sobreviventes na busca por ajuda e os princípios de um atendimento humanizado, efetivo e centrado na sobrevivente.
Também foram desenvolvidas atividades práticas voltadas ao fortalecimento das habilidades socioemocionais dos participantes e à incorporação de estratégias que qualifiquem o atendimento no cotidiano dos serviços.
A diretora de Operações do Instituto Serenas, Isabella Santiago, ressaltou a importância de levar as formações também aos municípios do interior, onde os serviços especializados podem ser mais limitados. Segundo ela, a proposta é fortalecer as habilidades dos profissionais que já atuam na rede de atendimento.
“Nosso objetivo com essa formação não é inventar a roda e explicar aos profissionais como fazer o trabalho deles. Isso eles já sabem. Muito pelo contrário, a gente está aqui para tentar aprender com eles e fortalecer as habilidades socioemocionais que esses servidores e servidoras precisam ter para fazer um bom acolhimento”, afirmou Isabella.
A diretora também destacou o papel do primeiro atendimento para estabelecer uma relação de confiança entre as mulheres e os serviços de proteção. “Uma mulher, quando busca por ajuda, esse primeiro acolhimento é fundamental para que ela siga confiando nesses serviços. Mesmo se ela não conseguir romper o ciclo de violência naquele momento, que ela consiga voltar a buscar ajuda porque confia no Estado e porque confia nos serviços especializados”, declarou.
A psicóloga Palloma Santos Carvalho, que atua no Hospital Regional de Itabaiana e na Diretoria Regional de Educação (DRE 2), em Lagarto, participou da formação e destacou a relevância dos conteúdos apresentados para a atuação cotidiana dos profissionais da rede de atendimento.




Fonte: Governo de Sergipe
