Em Aracaju, as MPEs responderam por nove em cada dez postos formais criados no estado, sinalizando forte papel na recuperação do emprego. Serviços e construção lideraram as contratações.
Em Aracaju, as micro e pequenas empresas (MPEs) foram responsáveis por nove em cada dez postos de trabalho criados em Sergipe em 2026, indicando que a maior parte das novas vagas formais no estado saiu desse segmento. No total, o setor gerou 5.775 empregos formais (saldo entre contratações e demissões), número bem superior às 434 vagas abertas por médias e grandes empresas — informação que interessa a quem busca emprego e a empreendedores locais que monitoram a dinâmica do mercado de trabalho.
Contratações por setor — MPEs
- Serviços: 3.307 vagas
- Construção Civil: 1.634 vagas
- Indústria de Transformação: 698 vagas
- Serviços de Utilidade Pública: 114 vagas
- Comércio: 40 vagas
Contratações por setor — médias e grandes
- Serviços: 1.815 vagas
- Serviços de Utilidade Pública: 720 vagas
- Construção Civil: 544 vagas
- Indústria de Transformação: saldo negativo de 685 vagas
- Comércio: saldo negativo de 918 vagas
Os números foram apurados a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e analisados pelo Sebrae. A diferença entre o desempenho das MPEs e das médias e grandes empresas ressalta que, em 2026, os pequenos negócios tiveram participação determinante na criação de postos formais no estado.
Ranking municipal
- Aracaju: 2.459 vagas
- Lagarto: 602 vagas
- Nossa Senhora do Socorro: 492 vagas
- Barra dos Coqueiros: 381 vagas
- Itabaiana: 365 vagas
- Estância: 276 vagas
“Os dados reforçam a relevância das micro e pequenas empresas para a nossa economia e a urgência de apoiar esses empreendedores. Mesmo diante de dificuldades no acesso e custo do crédito, elas se adaptaram melhor ao cenário e seguem impulsionando o crescimento do estado”
— Christiano Dias Lebre, superintendente do Sebrae.
Desaceleração em relação a 2025
Apesar dos saldos positivos em 2026, o ritmo de crescimento desacelerou frente a 2025. Nos primeiros sete meses de 2025, as MPEs haviam criado 9.016 postos de trabalho, com o setor de Serviços respondendo por 4.435 vagas. No mesmo período de 2025, as médias e grandes empresas fecharam 2.468 postos, sendo a Indústria de Transformação responsável pela eliminação de 1.789 vagas.
Para este estudo, foram enquadradas como MPEs empresas com até 99 empregados nos setores da indústria (transformação e extrativa) e construção civil, e com até 49 empregados no comércio, serviços, agropecuária e utilidade pública. Essa classificação foi adotada porque a base do Caged não informa o faturamento real das empresas.
Os dados são relevantes para políticas públicas e para planos de quem busca recolocação no mercado formal: mostram setores e municípios com maior movimento de contratações, além de indicar dificuldades persistentes em segmentos que registraram saldos negativos. A próxima atualização do quadro deverá ocorrer com novos dados do Caged e com eventuais iniciativas de apoio aos pequenos negócios.
