Descoberta no bloco FZA-M-59 ocorreu em lâmina d'água de 2.886 m na Margem Equatorial. Petrobras concluiu a perfuração e diz que o achado reforça reservas e o atendimento à demanda energética.
A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (29) a terceira descoberta de petróleo no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, localizado em águas ultraprofundas na costa do estado do Amapá, na Foz do Amazonas. Para o leitor, a notícia significa a confirmação de novo achado na Margem Equatorial, etapa que a companhia apresenta como parte da recomposição de reservas e do atendimento à demanda energética do país.
Detalhes da descoberta
O poço Morpho foi perfurado em lâmina d’água de 2.886 metros. A Petrobras informou que a perfuração e a aquisição de dados geológicos foram concluídas e que, em seguida, será realizada apenas a finalização das operações no poço (procedimento chamado de abandono). Após o abandono, a sonda seguirá para a Bacia Potiguar, na costa do Rio Grande do Norte, onde iniciará a perfuração na locação Mãe de Ouro.
“Nossa persistência técnica permitiu que fossem realizadas três descobertas no mesmo poço, o que nos deixa ainda mais otimistas em relação ao potencial exploratório da Margem Equatorial”
disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
A empresa classificou a atuação no bloco FZA-M-59 como alinhada à sua estratégia de longo prazo, com foco na recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras exploratórias.
Contexto da Margem Equatorial e dados operacionais
A Margem Equatorial fica entre os estados do Amapá e do Rio Grande do Norte e é descrita pela Petrobras como a mais nova fronteira exploratória brasileira em águas profundas e ultraprofundas. A companhia informou que já perfurou mais de 700 poços na margem equatorial.
A estatal também mencionou que, pelas características do óleo e pela estimativa dos volumes existentes, a região desperta interesse da indústria nacional e do mercado internacional de petróleo e gás.
Resultados do terceiro trimestre
- 3,512 MMboed — produção média de óleo, líquido de gás natural (LGN) e gás natural no terceiro trimestre de 2026, registrada como recorde.
- 11,7% — variação acima do mesmo trimestre do ano passado.
- 5,3% — alta em relação ao segundo trimestre de 2026.
O desempenho foi atribuído pela companhia a fatores operacionais. Foram citados navios-plataforma e redução de perdas como razões principais:
- P-78 e P-79 — maior eficiência de produção em oito anos, no Campo de Búzios.
- Alexandre de Gusmão — navio-plataforma em topo de produção no Campo de Mero.
- 12 novos poços produtores — entraram em operação no trimestre (seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos).
“Os excelentes resultados operacionais do terceiro trimestre, divulgados nesta quarta-feira, são outro exemplo da qualidade de nossas entregas”
destacou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Para quem interessa e próximos passos
A descoberta interessa ao setor de energia, a investidores do segmento de óleo e gás e a governos estaduais das regiões costeiras envolvidas, notadamente Amapá e Rio Grande do Norte. Não há prestação de serviço público ou atendimento direto ao cidadão relacionado a este anúncio; as próximas etapas técnicas são internas à atividade de exploração e produção.
O próximo passo operacional informado é a finalização das operações no poço Morpho (abandono) e o deslocamento da sonda à Bacia Potiguar para iniciar a perfuração na locação Mãe de Ouro, ação que deve continuar a compor a agenda de exploração da companhia na Margem Equatorial.
