Tempestades com granizo, chuva forte e ventos atingiram cidades de SC e RS desde sexta (25). Defesas civis registram cerca de 4,8 mil residências afetadas e quatro feridos no RS; moradores devem seguir orientações.
Os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul enfrentam vendavais e tempestade desde a última sexta-feira (25), com registros de granizo, chuvas intensas e ventos fortes em municípios como Seara, Santiago do Sul, Ponte Serrada, Arabutã, Ipumirim, São Domingos, Formosa do Sul, Anita Garibaldi, Quilombo, Santiago (RS), Alegrete, Pontão e Capão do Cipó. No total, cerca de 4,8 mil residências foram afetadas, segundo levantamento das defesas civis estaduais; no Rio Grande do Sul, quatro pessoas ficaram feridas.
O que muda para quem mora nessas cidades: moradores devem acompanhar as orientações das defesas civis municipais e estaduais e procurar assistência local em caso de danos estruturais, desalojamento ou risco à integridade. Em municípios com situação de emergência decretada, a prioridade será a avaliação dos danos, a distribuição de itens de assistência humanitária e a retomada dos serviços básicos.
Santa Catarina
No domingo foi registrada ocorrência de granizo, vendavais e chuvas intensas em Santa Catarina, com 1.423 habitações afetadas. Sete municípios decretaram situação de emergência: Arabutã, Santiago do Sul, Seara, Ponte Serrada, Ipumirim, São Domingos e Formosa do Sul, segundo a Defesa Civil estadual.
Houve também solicitações de apoio e pedidos de assistência humanitária por parte de prefeituras catarinenses para suprir necessidades imediatas das populações atingidas.
- Seara: tempestade com granizo atingiu todo o município; mais de 808 residências destelhadas; três postos de saúde, dez escolas e quatro edificações públicas municipais foram afetados.
- Santiago do Sul: chuvas intensas, vendavais e granizo; 180 residências afetadas e danos em prédios públicos.
- Ponte Serrada: granizo atingiu o Centro, Bairro Moroso e Linha Alegre; 100 edificações atingidas.
- Anita Garibaldi: granizo registrado durante a madrugada; 89 habitações afetadas e distribuição de lonas.
- Arabutã: 76 residências com danos.
- Ipumirim: 45 residências afetadas.
- Formosa do Sul: 27 residências afetadas.
- São Domingos: 37 habitações afetadas e cerca de 90 pessoas afetadas, além de dois aviários danificados.
- Quilombo (zona rural): granizo e vendavais atingiram a área rural; 40 propriedades afetadas. Queda de árvores interditou temporariamente a SC-157 e a queda de postes deixou quatro comunidades sem energia elétrica.
- Solicitações de itens de assistência humanitária (IAH): Santiago do Sul, São Domingos, Arabutã, Seara, Ipumirim, Anita Garibaldi e Formosa do Sul.
Rio Grande do Sul
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul contabiliza estragos desde a última sexta, com 83 ocorrências em 78 municípios. Na tarde desta segunda houve registro de ventos acima de 70 km/h.
As ocorrências relacionam-se principalmente a chuvas intensas, queda de granizo, vendavais e corridas de massa (solo e lama). No estado, foram contabilizados 4.982 residências danificadas, 6.088 desalojados, 63 desabrigados e mais de 39 mil pessoas afetadas. Não há registro de óbitos ou desaparecidos.
- Pessoas feridas: quatro no total — duas em Pontão, uma em Alegrete e uma em Capão do Cipó.
- Santiago (RS): chuva de granizo afetou mais de 26 mil pessoas; 13 desabrigadas e 6 mil desalojadas; 3 mil residências danificadas; uma unidade de saúde e 20 estabelecimentos de ensino atingidos.
- Alegrete: granizo afetou mais de 2 mil pessoas; uma pessoa ferida; 10 desabrigadas; 400 residências danificadas e um estabelecimento público atingido.
A quem interessa: moradores das áreas afetadas, proprietários rurais, gestores municipais, escolas e unidades de saúde das localidades citadas. As prefeituras que decretaram emergência e as defesas civis estaduais são os canais oficiais para solicitações de assistência e atualizações sobre a situação.
Próximo passo da cobertura: as defesas civis devem atualizar os levantamentos de danos e as prefeituras deverão detalhar os planos de assistência e recuperação. Moradores devem seguir as orientações locais sobre segurança e abrigamento enquanto as equipes técnicas realizam avaliações.
