Moeda avançou 0,97% e fechou a R$5,224, pressionando custos de importação e riscos de inflação. A aversão ao risco foi puxada por tensões no Oriente Médio e pela alta do Brent.
O dólar subiu quase 1% em relação ao real nesta quinta-feira (1º), encerrando a sessão a R$ 5,224, movimento que pressiona custos de importação e reforçou preocupações sobre inflação para consumidores e empresas. A valorização da moeda ocorreu em meio à aversão ao risco provocada pelas tensões no Oriente Médio e pela alta do petróleo, fatores que movimentaram mercados financeiros e de commodities.
Principais números
- Dólar à vista: R$ 5,224 (+0,97%)
- Mínima do dia: R$ 5,169 (às 9h40)
- Máxima do dia: R$ 5,240 (pouco antes das 14h)
- Ibovespa: 187.197,46 pontos (+0,46%)
- Petóleo Brent: US$ 102,31 (+4,37%)
- Petróleo WTI: US$ 92,87 (+2,71%)
- Índice DXY: 102,040 pontos (+0,58%; máxima de 102,207)
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,97% e, embora tenha registrado queda acumulada de 4,83% no ano, a oscilação diária refletiu a força da moeda americana no exterior. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0,58%, chegando a 102,040 pontos e alcançando máxima de 102,207 durante o dia.
Na B3, o Ibovespa avançou 0,46%, aos 187.197,46 pontos, sustentado principalmente pelas ações da Petrobras, que foram beneficiadas pela alta do petróleo. O índice encerrou setembro com alta de 5% e acumula valorização de 16,2% no ano. O volume financeiro negociado nesta quinta-feira foi de R$ 26 bilhões.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 fechou em alta de 0,19%. As bolsas acompanharam também o comportamento dos títulos do Tesouro norte-americano e as implicações da valorização do petróleo sobre expectativas de inflação e de política monetária.
Petróleo e cenário internacional
O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, subiu 4,37% e fechou a US$ 102,31, enquanto o petróleo WTI avançou 2,71%, a US$ 92,87 por barril. A alta ganhou força à tarde diante de informações sobre deslocamento de forças militares dos Estados Unidos para o Oriente Médio e novas incertezas sobre o conflito envolvendo o Irã.
O mercado também acompanhou a possibilidade de liberação de estoques de diesel pela União Europeia e a suspensão, pela China, de exportações de derivados de petróleo para destinos fora de Hong Kong e Macau até nova orientação, medidas que influenciaram a avaliação sobre oferta global.
Esses movimentos interessam a investidores, empresas importadoras e consumidores de combustíveis, além de gestores de carteira e agentes econômicos que monitoram inflação e taxas de juros. Para quem opera no mercado financeiro, as variações de câmbio e de petróleo exigem atenção à liquidez e ao custo de hedge.
O desdobramento da história estará ligado à evolução das tensões no Oriente Médio, ao comportamento do petróleo nos próximos pregões e à reação dos mercados ante a proximidade do primeiro turno das eleições. Os agentes econômicos seguirão acompanhando indicadores e decisões que possam alterar as perspectivas de inflação e retorno dos ativos.
