O dólar comercial fechou em alta de 0,76%, cotado a R$ 5,387, nesta quinta-feira (29). Para o leitor, a valorização da moeda reforçou a cautela no mercado financeiro e tende a pressionar custos relacionados a importações e a operações atreladas ao câmbio.
A B3 acompanhou o movimento de aversão ao risco: o Ibovespa caiu 1,06%, encerrando a sessão em 169.186,42 pontos e registrando a quarta queda consecutiva do índice.
Principais números
- Dólar comercial: R$ 5,387 (+0,76%)
- Ibovespa: 169.186 pontos (-1,06%)
- Máxima do dólar: R$ 5,43 (por volta das 15h30)
- Mínima do Ibovespa: 168.765 pontos (às 15h26)
- Dólar no ano: queda acumulada de 1,85%
Câmbio
O dólar à vista encerrou o pregão com valorização de 0,76%, a R$ 5,387. Durante a sessão, a moeda chegou a atingir R$ 5,43 por volta das 15h30, uma alta de 1,56% em relação ao fechamento anterior.
O desempenho do real foi influenciado pelo fortalecimento do dólar frente a divisas de países emergentes após a divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos. Às 17h07, o índice que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas recuava 0,16%, situando-se em 101,960 pontos.
Contexto internacional
Os dados dos Estados Unidos favoreceram a apreciação do dólar. O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 3,4% no terceiro trimestre, acima da projeção de 3,2% de economistas consultados. Os gastos dos consumidores avançaram 0,5% em setembro.
O núcleo do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), indicador acompanhado pelo Federal Reserve, subiu 0,3% no mês, em linha com expectativas; o índice cheio avançou 0,5%. Após esses dados, o dólar ganhou força em relação a moedas como o peso mexicano, o peso chileno, o rand sul-africano e o real.
Fatores domésticos
No Brasil, investidores estavam atentos às expectativas sobre a composição da equipe econômica e às medidas que poderão ser adotadas no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cautela com o quadro fiscal também pesou nas decisões de mercado.
Dados do Banco Central mostraram que a dívida bruta do setor público alcançou 82,9% do PIB em setembro. A dívida líquida chegou a 70% do PIB, ante 69,3% no mês anterior.
Bolsa acumula perdas
O Ibovespa caiu 1,06%, aos 169.186,42 pontos, completando a quarta sessão consecutiva de perdas. Ao longo do pregão, o principal índice da B3 oscilou entre 168.765,35 e 171.402,97 pontos.
Em Nova York, o S&P 500 fechou em baixa de 0,3%, com o setor de tecnologia em sessão negativa após resultados que ampliaram preocupações sobre custos crescentes de investimentos em inteligência artificial.
Os investidores também repercutiram informações fiscais divulgadas pelo Banco Central e os dados de inflação dos Estados Unidos, que influenciaram expectativas sobre a trajetória dos juros norte-americanos.
O próximo passo da história será a divulgação de novas pistas sobre a composição da equipe econômica e de indicadores econômicos internacionais, que deverão orientar a volatilidade das próximas sessões no câmbio e na bolsa.
