Defesas civis do RS e SC investigam quatro óbitos ligados aos temporais entre 3 e 5 de novembro. Casos ocorrem em Sagrada Família, Cacique Doble, Xanxerê e Rio Negrinho; moradores devem seguir orientações.
As defesas civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina contabilizam ao menos quatro óbitos possivelmente relacionados aos temporais deste início de novembro, com mortes investigadas entre terça (3) e esta quinta-feira (5). Os casos estão vinculados a municípios como Sagrada Família, Cacique Doble, Xanxerê e Rio Negrinho, e moradores dessas áreas devem acompanhar orientações das defesas civis locais diante dos danos e dos deslocamentos forçados de famílias.
No Rio Grande do Sul, foi encontrado o corpo de um motociclista de 44 anos que havia desaparecido na quarta-feira (4), no município de Sagrada Família. Na cidade de Cacique Doble, o corpo de uma mulher de 71 anos foi localizado próximo a um rio; a Defesa Civil municipal informou que ela morava sozinha perto do local. Em Santa Catarina, duas mortes foram confirmadas na noite de quarta, nas cidades de Xanxerê e Rio Negrinho. As mortes investigadas foram registradas no período entre terça (3) e esta quinta-feira (5).
Dados e alcance dos estragos
Até o momento, são 123 os municípios gaúchos afetados desde o domingo (1) por vendavais, granizo, chuvas intensas, enxurradas, raios, alagamentos ou deslizamentos. O mau tempo deixou 25 feridos no estado, sendo 15 apenas na cidade de Nova Prata. Cerca de 50 mil pessoas foram prejudicadas, e havia 93 pessoas desabrigadas e 235 desalojadas até o início desta tarde. Dez casas foram destruídas e uma pessoa segue desaparecida.
Em Santa Catarina, 109 municípios foram impactados desde o domingo, e 32 já decretaram situação de emergência. Os estragos se espalham principalmente pelas regiões Oeste, Meio-Oeste, Planalto Norte, Planalto Serrano e Vale do Itajaí. Foram contabilizadas 5.531 habitações danificadas, 56 pessoas desabrigadas e 252 desalojadas.
Quem é mais afetado e orientação para a população
As informações acima interessam especialmente a moradores das cidades e regiões listadas, a familiares de desaparecidos e a gestores públicos municipais e estaduais responsáveis por abrigos e logística. Não há contatos ou endereços de serviços detalhados no comunicado divulgado; por isso, residentes devem buscar os canais oficiais da Defesa Civil de seu município para obter orientação sobre abrigos, retirada de entulhos e assistência emergencial.
Moradores que sofreram danos em moradias ou que foram deslocados devem registrar ocorrências junto às prefeituras locais e seguir alertas meteorológicos e de segurança. Autoridades também alertam para cuidados com áreas de risco, como margens de rios e encostas, até que a situação seja normalizada.
Próximos passos
As defesas civis dos dois estados continuam a contabilizar perdas e a investigar as circunstâncias das mortes relacionadas aos temporais. Espera-se a divulgação de atualizações com novos números sobre vítimas, desalojados e estragos nas próximas horas ou dias, à medida que o trabalho de levantamento e atendimento às áreas afetadas prosseguir. Com o deslocamento das chuvas para o Paraná e São Paulo, o único alerta meteorológico vigente para os dois estados é de vento no litoral catarinense e no trecho norte do gaúcho, e os órgãos responsáveis mantêm monitoramento das condições climáticas.
