A moeda fechou a R$ 5,087, alta de cerca de 1%, enquanto o Ibovespa recuou a 204.324,26 pontos. Investidores citam cautela por cenário eleitoral e possíveis medidas do governo, elevando custos para importadores e viajantes.
O dólar subiu cerca de 1% e fechou a R$ 5,087 nesta quinta-feira (15), enquanto o Ibovespa recuou 1,06%, aos 204.324,26 pontos. Para investidores, empresas que importam insumos e consumidores que planejam viagens ao exterior, a valorização da moeda americana representa aumento de custos em contratos e bens cotados em dólar.
O movimento foi registrado em um dia de cautela nos mercados, com investidores atentos ao cenário eleitoral e a notícias sobre possíveis medidas econômicas do governo. A moeda americana ganhou força ao longo do pregão e renovou máximas na reta final, alcançando R$ 5,098 como máxima intradia, antes de encerrar a sessão em R$ 5,087, com valorização de 1,15%.
O avanço doméstico do dólar ocorreu em sentido contrário ao comportamento da moeda no exterior. Por volta das 17h, o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,53%, aos 102,015 pontos.
Principais números
- Dólar à vista: R$ 5,087 (+1,15%)
- Máxima do dólar: R$ 5,098
- Dólar no mês: queda acumulada de 1,70%
- Dólar no ano: queda acumulada de 7,33%
- Ibovespa: 204.324,26 pontos (-1,06%)
- Ibovespa na semana: queda de 2,27%
- Ibovespa no mês: alta de 9,65%
- Petróleo tipo Brent: US$ 105,92 por barril (-0,13%)
- Petróleo tipo WTI: US$ 97,97 por barril (+3,03%)
Foi o maior valor de encerramento do dólar desde 2 de outubro, quando a cotação havia terminado em R$ 5,216. Apesar das três altas consecutivas registradas na sessão, o dólar ainda acumulava queda de 1,70% em outubro e de 7,33% no ano.
No mercado acionário, o Ibovespa passou a maior parte da tarde na faixa dos 205 mil pontos, mas intensificou as perdas na última hora de negociação. O índice chegou a se aproximar da mínima do dia, de 203.110,43 pontos, e encerrou em 204.324,26 pontos, recuando 1,06%.
O giro financeiro da sessão foi de R$ 27 bilhões. Mesmo com a queda do dia, o índice acumulava alta de 9,65% em outubro e de 26,81% em 2026, enquanto na semana apresentava recuo de 2,27%. O desempenho do Ibovespa foi marcado pela cautela diante do cenário eleitoral e de notícias sobre medidas econômicas com impacto fiscal nos próximos anos.
Petróleo e oferta global
Os preços do petróleo fecharam sem direção única. O Brent, referência para negociações internacionais, caiu 0,13%, para US$ 105,92 por barril, enquanto o WTI para novembro avançou 3,03%, a US$ 97,97 por barril. O mercado acompanhou tensões geopolíticas e sinais de aumento da oferta global.
Os estoques semanais de petróleo dos Estados Unidos registraram queda de 8,557 milhões de barris, acima das previsões. A Agência Internacional de Energia concordou em acelerar a liberação de cerca de 100 milhões de barris de reservas estratégicas anunciada pelo G7 no início de outubro.
O noticiário também trouxe menções a uma pesquisa eleitoral e a possibilidade de medidas do governo, como a proposta de emenda à Constituição sobre tarifa zero no transporte público aos fins de semana e feriados, que estiveram no radar dos investidores.
O mercado deve seguir atento à divulgação de novas pesquisas eleitorais, a informações sobre medidas fiscais e a indicadores econômicos domésticos e internacionais que possam afetar fluxo de capitais e expectativas de política pública. Esses desdobramentos vão orientar a tendência do câmbio e do índice acionário nas próximas sessões.
