A Polícia Federal informou que tirou de circulação mais de R$ 30 milhões em espécie e R$ 45 milhões em bens ao longo de 2026. Foram instaurados 1.292 inquéritos e há mais de 2.200 investigações ativas, com 62 operações.
Mais de R$ 30 milhões foram apreendidos ao longo de 2026 pela Polícia Federal em ocorrências relacionadas a crimes eleitorais, anúncio que reforça a intensidade da fiscalização sobre práticas ilegais durante o processo eleitoral e pode elevar a atenção de eleitores, candidatos e partidos sobre a conduta em campanhas.
Dados das apreensões e operações
- Valor em espécie apreendido: mais de R$ 30 milhões
- Outros bens apreendidos: R$ 45 milhões
- Inquéritos instaurados: 1.292 inquéritos policiais sobre crimes eleitorais em 2026
- Investigações ativas: mais de 2.200
- Operações realizadas: 62
- Prisões neste domingo (4): 28 pessoas detidas em sete estados e no Distrito Federal
- Exemplo regional: em Roraima, a operação apreendeu mais de R$ 300 mil em dinheiro vivo
- Violência política de gênero: 97 inquéritos policiais abertos sobre o tema
O balanço foi apresentado em entrevista coletiva pelo diretor-geral da corporação. Ele também afirmou que as ocorrências registradas nesta manhã não atrapalharam o processo eleitoral ou a votação. O levantamento combina apreensões em dinheiro e em bens com o número de inquéritos e operações realizadas ao longo do ano.
“Reafirmo nosso compromisso com a democracia, com o processo eleitoral e com o papel que a Polícia Judiciária da União e a Polícia Judiciária Eleitoral estão cumprindo junto com os parceiros. Ninguém faz nada sozinho”
— declaração do diretor-geral da corporação.
Quem é afetado e como proceder
O avanço das apurações interessa diretamente a eleitores, candidatos, partidos e agentes envolvidos na logística e fiscalização eleitoral, que podem ver investigações e operações atingir candidaturas ou práticas de campanha. Também é relevante para profissionais do direito e da segurança pública que acompanham a regularidade do pleito.
O público em geral que identificar irregularidades ou suspeitas de crimes eleitorais poderá encaminhar denúncias às autoridades competentes responsáveis pela investigação e fiscalização do processo eleitoral. Além disso, instituições parceiras da corporação, como forças de segurança estaduais e federais, acompanharão ações integradas previstas no cronograma de atuação.
Próximos passos
As investigações ativas — mais de 2.200 conforme o balanço — devem prosseguir, com a possibilidade de novas ações e operações. A corporação destacou a coordenação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a parceria com a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Penal Federal e as polícias estaduais para execução das medidas.
Policiais de Angola também estão acompanhando as eleições brasileiras como parte de um acordo de cooperação estabelecido com a corporação; eles vieram como observadores para levar experiência brasileira ao país e contribuir para o aprimoramento do processo eleitoral angolano.
