A moeda norte-americana fechou em R$ 5,451 nesta quarta, com alívio após o resultado das eleições nos EUA. A bolsa brasileira avançou 1,23%, retomou os 167 mil pontos e interrompeu seis pregões de baixa.
O dólar fechou em queda nesta quarta-feira (4) e encerrou o pregão cotado a R$ 5,451, acompanhando o enfraquecimento da moeda estadunidense no exterior após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Para quem opera câmbio, planeja viagem internacional ou acompanha preços de importação, a queda representou uma leve melhora na paridade do real frente ao dólar.
O movimento também refletiu-se na Bolsa brasileira: o Ibovespa avançou 1,23%, recuperou os 167 mil pontos e interrompeu sequência de seis pregões consecutivos de baixa. Investidores acompanharam, ainda, a expectativa em torno da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic — o mercado fechou antes do anúncio que confirmou a manutenção dos juros básicos em 13,75% ao ano.
No exterior, o enfraquecimento do dólar foi influenciado pelo resultado das eleições legislativas nos Estados Unidos, em que os democratas conquistaram maioria nas duas casas do Congresso, reduzindo a percepção de risco de mudanças abruptas na política econômica estadunidense. A queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também favoreceu moedas de países emergentes.
No Brasil, contudo, o fortalecimento do real foi limitado pela cautela dos investidores diante de incertezas fiscais e dúvidas sobre a condução da política econômica no próximo governo. O mercado manteve atenção à divulgação da decisão do Copom e à reação dos ativos sensíveis a juros.
Principais números
- Dólar à vista: R$ 5,451 (-0,64%)
- Ibovespa: 167.563,47 pontos (+1,23%)
- Dólar global (índice DXY): 101,520 pontos (-0,2%)
- Petróleo Brent: US$ 94,62 por barril (-8,67%)
Câmbio, bolsa e fatores de mercado
Durante o pregão, o dólar chegou a R$ 5,498 na máxima da sessão, por volta das 13h30, mas se firmou em terreno negativo ao longo da tarde. O desempenho do Ibovespa foi sustentado por um ambiente externo mais favorável a ativos de risco, beneficiando especialmente ações de bancos, da Vale e de outras empresas sensíveis a juros. Em movimento oposto, os papéis da Petrobras recuaram com a forte queda do preço do petróleo Brent no mercado internacional.
O pregão brasileiro terminou antes da divulgação da decisão do Copom, que era aguardada pelos investidores. Parte do mercado esperava a manutenção da Taxa Selic em 13,75% ao ano, expectativa que se confirmou no anúncio posterior.
Para quem interessa e próximos passos
As variações interessaram diretamente investidores, empresas com receita ou custo em dólar, importadores, exportadores e turistas. Os agentes do mercado passaram a monitorar os desdobramentos da política econômica do próximo governo, a evolução dos rendimentos dos títulos americanos e os próximos movimentos do petróleo, que podem influenciar a direção do câmbio e da bolsa nas sessões seguintes.
O próximo passo da história será a repercussão das novas decisões de política doméstica e externa sobre os mercados e as publicações econômicas que possam alterar expectativas de juros e câmbio nas próximas semanas.
