A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado cumpriu 106 mandados de prisão e 173 de busca em ações simultâneas em 19 estados. Medidas cautelares congelaram e sequestraram mais de R$508 milhões.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) deflagrou, nesta quarta-feira (16), dezenas de ações simultâneas em 19 estados para cumprir 106 mandados de prisão e 173 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares patrimoniais que resultaram no bloqueio e no sequestro de mais de R$ 508 milhões em bens ligados a integrantes de organizações criminosas. Para o cidadão, a principal mudança é a tentativa de reduzir a capacidade financeira desses grupos e possibilitar a reparação de eventuais danos decorrentes das atividades investigadas.
Desde as primeiras horas da manhã, equipes da Ficco atuaram em diversas unidades federativas como parte da quarta fase da chamada Operação Força Integrada. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a ação mobilizou 20 bases da Ficco em 19 unidades federativas, com o objetivo de investigar supostos esquemas de tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro e outros delitos relacionados ao crime organizado.
Em cada estado, a operação recebeu um nome específico, ainda que todas integrem a mesma fase coordenada. As ordens judiciais incluem, além dos mandados de prisão e busca, medidas cautelares patrimoniais com bloqueios e sequestros de bens para impedir a circulação de recursos supostamente vinculados às organizações investigadas.
Tocantins
Em Tocantins, a 2ª Vara Federal determinou o bloqueio do maior volume de recursos sob suspeita, de até R$ 412,5 milhões. A chamada Operação Rota Araguaia 2 mirou o suposto núcleo responsável pelo suporte logístico e financeiro de uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas e na lavagem de capitais. Segundo a Polícia Federal (PF), o objetivo da medida é descapitalizar a suposta estrutura criminosa e assegurar a reparação de eventuais danos causados por atividades ilícitas.
Mato Grosso do Sul
Em Mato Grosso do Sul foi registrado o segundo maior volume de bens e valores sequestrados judicialmente, no montante de R$ 75 milhões. Na operação no estado, os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão contra alvos localizados também em Mato Grosso e Pernambuco. Durante a investigação, foram apreendidos mais de 250 quilos de cocaína e 60 quilos de haxixe.
Bahia
Na Bahia, a Operação Eirene 2 resultou no bloqueio e sequestro patrimonial de mais de R$ 12 milhões dos investigados. As autoridades cumprem 57 mandados de busca e apreensão e 45 mandados de prisão em desdobramentos que apontam suspeitas de tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas.
Outros estados com atuação da Ficco
- Acre
- Alagoas
- Amapá
- Ceará
- Espírito Santo
- Goiás
- Mato Grosso
- Minas Gerais
- Pará
- Paraná
- Pernambuco
- Rio Grande do Norte
- Rio Grande do Sul
- Roraima
- Sergipe
Quem participa da força
- Agentes das polícias civis
- Militares e policiais penais dos estados
- Guardas municipais
- Policiais rodoviários federais
- Integrantes de secretarias estaduais de Segurança Pública
- Integrantes da Secretaria Nacional de Políticas Penais
O modelo de atuação combina inteligência compartilhada e operações coordenadas para desarticular facções criminosas de forma integrada em vários estados e no Distrito Federal. As medidas cautelares patrimoniais adotadas tramitam no Poder Judiciário, onde o bloqueio e o sequestro de bens passam pela apreciação das autoridades competentes.
Próximo passo: a investigação e o cumprimento das ordens judiciais seguem em curso, com o desdobramento das ações estaduais e federais e a continuidade das medidas cautelares já determinadas pela Justiça.
